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17/03/2007 20:55
O Coelho
Ficção no Rádio. Uma das disciplinas mais legais que fiz na UFV. Esse videozinho tem 13 segundos e mostra um momento de gravação. Luiza, Kamila, Eu e Michelle. Eta grupinho batuta. Assim que eu conseguir colocarei a radionovela por aqui.
enviada por munduruca
09/03/2007 00:11
Nacional, Com Muito Orgulho, Com Muito Amor!!!
O Ano em Que Meus Pais Sairam de Férias
Excepcional, é com esta palavra que defino esta obra máxima de Cao Hamburguer. Quem o conheceu em Catelo Ra-Tim-Bum - O Filme, provavelmente não o reconhecerá neste filme que tem tudo para se tornar um clássico nacional. A história narra a temporada de Mauro na casa de seu avô, no bairro do Bom Retiro - tradicional bairro judeu de São Paulo. Os pais de Mauro o deixam na casa de seu avô para sairem de "férias". Ditadura, Brasil Tri-Campeão Mundial, Romance, Saudades... Uma bela fotografia, uma trilha sonora harmoniosa, interpretações contidas... Já havia assistido o filme na Reserva Cultural, em São Paulo, e tive o desprazer de ser flagrado após o filme pelas luzes da sala de projeção. Agora, noutro momento, acompanhado pela minha eterna companheira, assisti a cópia em DVD. Tá cheio de coisas para fazer? Releve, reserve 104 minutos da sua vida para viver esta emoção.
enviada por munduruca
07/03/2007 22:40
Estórias da Carochinha
Kachinhos Dourados e os três ursos
Era uma vez, um família de ursos; o Papai Urso, a Mamãe Urso e o Bebê Urso. Eles moravam numa estranha casinha, no meio do Recanto das Cigarras.
Todos os dias, a mamãe ursa preparava um café gourmet sabor trufas para o desjejum.
Enquanto a água fervia na cafeteira italiana, eles saiam para comprar pão de queijo na padaria da esquina e quando voltavam, o café estava prontinho e passadinho na, na temperatura certa para eles beberem.
Num morro da cidade havia um apartamento onde morava com suas amigas, uma menininha muito levada. Ela se chamava Kachinhos Dourados, porque tinha os cabelos muito louros e todo cacheado.
Um dia, pela manhã, ela resolveu fugir de casa. Suas amigas sempre diziam a ela para que não fosse no recanto logo cedo porque era perigoso.
Kachinhos Dourados já havia andado bastante quando viu a casinha dos ursos. Achou-a muito tétrica, mas sentiu um cheiro irresistível. Aproximou-se e bateu à porta. Como ninguém respondeu, ela resolveu entrar.
Logo à sua frente, na mesa da cozinha, ela avistou as xicrinhas de café. Olhou em volta e pensou:
Oba, acho que alguém estava me esperando. Esse café parece delicioso.
Provou o café da xícara maior, mas achou-o muito sem açúcar. Provou o da xícara do meio e achou-o muito açucarado. Então provou o da xicrinha menor e achou-o ótimo. Por isto, bebeu todo café que havia nela.
Depois, passou à sala, onde encontrou três revistas: uma quatro rodas e achou-a muito chata. Depois encontrou uma Marie Claire e achou-a muito cor de rosa. Encontrou então um gibi chamado O Girassol e a Lua. Não conseguia parar de ler o gibi e acabou deixando-o fora de lugar.
Depois, Kachinhos Dorurados foi ao quarto dos ursos. Lá dentro haviam três camas: uma grande, uma pequena e outra, menorzinha ainda. Deitou-se na cama grande e achou-o muito dura. Deitou-se na do meio e achou-a macia demais. Deitou-se na pequenininha e achou-a muito boa. Ali ficou quietinha e acabou pegando no sono.
Enquanto ela dormia, os ursos voltaram do passeio. Foram logo à cozinha para tomar o café e, com surpresa, notaram que alguém tinha estado ali. Papai Urso perguntou com sua voz grossa:
Quem provou do meu café?
Mamãe Ursa perguntou com sua voz meiga:
Quem bicou o meu café?
O Bebê Urso, chorando, falou:
Alguém bebeu todo o meu cafezinho!
Os três ursos foram para a sala. Papai Urso olhou para sua revista e falou, muito bravo:
Alguém virou minha revista!
Mamãe Ursa reclamou:
Alguém também virou a minha revista!
O Bebê Urso, que continuava chorando, queixou-se:
Onde esta minha HQ???
Foram para o quarto. Papai Urso estava bastante zangado. Olhou para sua cama e gritou:
Quem esteve deitado na minha cama?
Mamãe Ursa olhou para sua cama e disse:
Alguém esteve deitado na minha cama!
Bebê Urso, muito espantado, parou de chorar e falou baixinho:
Vejam! Alguém está deitado na minha caminha!
Papai urso estufou o peito, deu um berro e aproximou-se da cama.
Kachinhos Dourados acordou com aquele barulho, sentou-se e falou:
- Olá amiguinhos, não pude resistir, mas fiquem tranqüilos, farei mais café...
E todas as manhãs, tardes e noites, Kachinhos Dourados ia até a casa dos ursinhos e preparava um delicioso café, aproveitando para comer um saboroso pão de queijo.
Durante os Cafés trocava altas idéias com o pequeno urso, sugerindo outros quadrinhos e músicas e filmes que ele poderia curtir.
E eles viveram felizes para sempre.
enviada por munduruca
07/03/2007 10:24
enviada por munduruca
06/03/2007 21:20
Aniversário
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado ,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
enviada por munduruca
05/03/2007 23:04
Galpão Cultural
Esse telejornal, produto final da disciplina de Atividades Programadas em Jornalismo Televisivo, foi realizado por estudantes da turma de 2004 do curso de Comunicação Social - Jornalismo da Universidade Federal de Viçosa. O objetivo de linha editorial do programa é mostrar a diversidade cultural da cidade de Viçosa, entendendo um jornalismo cultural num conceito abrangente - não relacionado somente às produções artísticas, mas também ligado às tradições e ao cotidiano da comunidade viçosense.
Bloco I
Bloco II
Bloco III
Bloco IV
enviada por munduruca
17/02/2007 22:28
Trabalho Interdisciplinar
O Cinema Nacional e o Mundo Virtual**
O Cinema Nacional esta espalhado de norte a sul. Os festivais de cinema, não só, popularizaram as produções, como também, estimularam novas criações. Um dos festivais brasileiros mais conhecidos no exterior e nem tanto no país, é o Amazonas Film Festival , que acontece em Manaus, patrocinado pela Coca-Cola e que organiza oficinas de realização em audiovisual, oferecendo a jovens locais a oportunidade da experimentação do cinema em produções de um minuto, nas quais, os aprendizes passam por todos os processos, do roteiro a finalização.
As novas tecnologias, o barateamento de equipamentos (ainda é caro, mas antes era dez vezes mais), a oportunidade de contato com as técnicas e boas idéias no papel permitem que os festivais de cinema contem cada vez mais com uma amostragem de produções de todo o país. Foi o caso do Olhares, que aconteceu em fevereiro de 2006 em Viçosa - MG, e que teve produções de 14 estados, das cinco regiões do país.
Mas o ponto mais importante nesta discussão é um grande problema que esses jovens produtores (jovens no sentido de iniciantes, pois essas produções são realizadas por pessoas das mais variadas idades) e os produtores adultos enfrentam - a distribuição. O Brasil possui um mercado cinematográfico de distribuição muito bem estruturado, no entanto este é fechado e quase exclusivo para produções norte-americanas ou da Globo Filmes. Nem sempre foi assim, isso aconteceu após Collor ter feito alguns estragos no cenário político nacional, entre eles, a canetada que decretou o fim da Embrafilmes, empresa estatal de distribuição de filmes brasileiros.
No entanto, o avanço da tecnologia e a evolução da própria internet permitiram que uma nova janela de exibição abri-se espaço para divulgação e veiculação de curtas, médias e longas-metragem nacionais. Sites como o YouTube e o GoogleVideo abrem este espaço, gratuitamente, para hospedar e exibir vídeos. O YouTube , tem milhares de vídeos carregados e com conta acesso de mais de 100 milhões de vídeos todos os dias. E uma grande conquista para os produtores e diretores do cinema nacional é o fato de o site estar estudando uma forma de repartir suas receitas publicitárias com os internautas que postam vídeos e que possuem muitos acessos.
Uma pequena mostra dessa revolução do mundo virtual influenciando o cinema nacional é o filme Cafuné . É possível baixar o filme pela rede e não só assisti-lo, mas também, remontá-lo, tornando a montagem e apreciação do filme uma experiência única e exclusiva para cada internauta/espectador.
Esse processo de distribuição virtual é uma via de mão dupla, oferecendo oportunidade para os produtores de difundirem seus vídeos, bem como dos consumidores transformarem-se também em produtores. Quem sai ganhando com isso é o público, que apesar de um número de produções cada vez mais toscas passarem a existir, o cinema exigirá uma profissionalização cada vez maior. E é melhor o cinema brasileiro ter 100 filmes por mês, sendo dez muito legais, do que ter cinco que não mereciam nem ter sido rodados.
Apesar de a internet ainda não estar ao alcance de todos, essa janela de exibição para o cinema nacional é uma verdadeira democratização da comunicação.
Curta!
Ficção Em Meio a Multidão - Produzido no Um Amazonas Amazon Film Festival
Documentário Liberdade Essa Palavra Parte 1
Documentário Liberdade Essa Palavra Parte 2
**Publicado também em comufv2004
enviada por munduruca
17/02/2007 22:12
Volver - Trailler
enviada por munduruca
17/02/2007 21:47
Caro Leitor,
Perdão pela demora por um novo post. Neste meio tempo consumi um pouco de cultura, ruminei e agora estou a postar novamente. Perdão pelo longo texto de hoje, aposto que se você dedicar alguns minutos a lê-lo não se arrependerá. Trata-se de uma análise da revista Premiere (edição portuguesa) de setembro de 2006 nº83, ano 7. Por favor, antes de sair deixe seu comentário, suas impressões são muito importantes para mim. Apareça mais vezes, prometo que sempre haverá coisas legais por aqui.
Abraço.
Munduruca
Vou ver e analisar com atenção
 Finalmente, depois de meses de busca tenho nas mãos a tão falada Revista PREMIERE. Uma promessa de um mundo jornalístico cultural cinematográfico bem melhor, mas na verdade todo feito pra português ver.
Sempre consumi com muito pesar as páginas da francesa da PREMIERE chega ao país com um mês de atraso e a Volver com uma Penélope Cruz emoldurada por grafismos florais, anunciando sua estréia no dia 07 de setembro. Nada anormal. Revistas de cinema anunciam sempre lançamentos de filmes. É...
Mais à frente, que encantador, a revista não trabalha apenas com filmes, mas traz também matérias sobre viagens, mostrando a amplitude de sua abordagem dentro de um jornalismo cultural. Mas ao dedicar alguns minutos de leitura ao texto, surpresa, Volver, Almodóvar, por todas as partes. A começar pelo título No País de Almodóvar, declarando que a matéria traz informações sobre a Espanha. Título criativo, dentro de uma revista de cinema, para abordar o turismo. Mas, ao longo do texto, vê-se que ele nada mais é do que uma exclamação ao leitor dizendo que na Espanha há belas paisagens. Como você dificilmente poderá ir até lá esta semana para conferir se são realmente belas e reais, basta dirigir-se a sala de cinema mais próxima de sua casa e conferir quadro a quadro o país de Almodóvar através do olhar de Pedro. A reportagem tem seu mérito ao trazer informações preciosas sobre o lugarejo de 5000 habitantes, dos quais não só o cineasta faz/fez parte, mas também o inventor da cola Imedio. Cola esta que servia para colar películas cinematográficas e permitia que toda a população local assistisse, a céu aberto, a diversas obras do cinema mudo.
Vinte e três páginas depois têm início a seção Estréias, na qual, surpreendentemente, a primeira matéria trata sobre o filme espanhol do diretor Pedro Almodóvar Volver. Que coincidência, é a terceira vez que aparece algo sobre o filme na revista.
Belissimamente ilustrada, a matéria, sem querer, explicita algo que poderia ser chamado de mensagem subliminar e que no cinema passa despercebido, uma propaganda, quase uma marca dágua, da rede francesa de supermercados Carrefour, na sacola que Raimunda/Penélope carrega. Mas isso é papo para outra análise. O que a matéria esconde é uma entrevista com o diretor da película, substituindo todas as perguntas por entretítulos que topicalizam as falas de Pedro. Nelas, ele explica o porquê de suas escolhas na construção da ficção, ressaltando diversos pontos de sua vida que são abordados no filme. Entre essas palavras estão às protagonistas Penélope Cruz e Carmem Maura. Reserve-as.
Virando a página, algo inusitado, um texto assinado pelo próprio cineasta, intitulado Mi Pe, Mi Carmen exaltando as qualidades e os prazeres que tem e/ou teve ao trabalhar com cada uma dessas mulheres. Penélope, atual-grande-atriz-madrilenha-que-ganhou-o-mundo, foi declarada por Pedro como sua atual musa inspiradora. Praticamente uma Sophia Loren dos anos 50, no século XXI. Realizaram parcerias em filmes como Carne Trêmula, Tudo Sobre Minha Mãe e agora Volver. Carmem Maura, lendária-grande-atriz-madrilenha-que-acreditou-em-Almodóvar, conheceu o cineasta quando este ainda era um simples estagiário atrás das coxias do espetáculo El último tango de Marilyn e Rodolfo, e ela era Marilyn. Acreditando nele mais do que ele, protagonizou as primeiras criações de Almodóvar, rodadas em super-oito, e capitalizou recursos para a realização do primeiro filme do diretor em formato superior. Esse tipo de informação não seria encontrada em nenhum outro local senão em um relato do próprio Almodóvar, portanto, a PREMIERE merece nossa gratidão. O fotógrafo GATTI também o merece pela imagem das musas ao lado do texto.
Nada contra Volver, muito pelo contrário, o filme é belíssimo, emociona, e consegue mesclar o drama, o suspense e a comédia com uma maestria que só Almodóvar é capaz. O envolvimento espectador/filme é tanto que no cinema é quase impossível dizer que a Raimunda de Penélope Cruz esta dublando o tango Volver que explicita o título do filme do grande cantor argentino Carlos Gardel. Aliás, aproveitando que a revista transformou-se num grande press-kit do filme, poderiam ter realizado uma matéria sobre Carlos Gardel, falando superficialmente no tango interpretado por Penélope, e esclarecendo que está em fase de produção um filme sobre o cantor, que terá como protagonista o ator-latino-brasileiro-americano-em-ascensão-de-lost Rodrigo Santoro.
Nada contra, também, a revista PREMIERE, que desenvolve um trabalho extremamente profissional, com uma diagramação bem estruturada, boas imagens, diversidade textual, exaltando aqui a iniciativa de publicar uma agenda com os festivais de cinema que acontecem no outono e uma seção com curtas-metragens comentados, os quais possuem pouquíssimo espaço em grandes publicações do gênero.
Fica aqui uma pergunta que não encontra resposta: porque, afinal, a atriz escolhida para a capa foi Eva Longoria(?), e não a Penélope de Almodóvar?
enviada por munduruca
23/11/2006 08:41
Animação
Zoo
Esta animação tem direção e criação de um amigo goiano, Daniel Lima. Ganhou prêmio de melhor filme pelo Juri Popular no III FICA - Festival Internacional de Cinema Ambiental.
enviada por munduruca
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